1- Você já foi analisado ?
Sim. Fiz análise há dois anos atrás com a psicóloga JULITA CAPELO DE LIMA , em São Lourenço, Minas Gerais.Realizamos cinco sessões de análise.Na ocasião, eu tive um grande stress, em virtude do meu trabalho e,em decorrência disso, entrei em depressão.
2- De que forma isso influenciou sua vida (ou influencia)?
Foi bom, porque nesta fase de stress e depressão eu aprendi a ter mais organização em minha vida. A terapia me trouxe isso,mas eu quero deixar claro que ,atualmente, isso já não mais acontece, até porque hoje em dia eu tenho muito mais clientes.
3- Por que foram tão poucas as sessões feitas ?
Realmente, a psicóloga disse que eram necessárias mais sessões, mas eu já me sentia bem e achei que não era preciso continuar.Mas, hoje, me arrependo de não ter continuado Aliás, quando procurei a psicóloga, eu já vinha tomando um calmante e um antidepressivo, mas logo depois da segunda sessão, eu parei com os remédios,porque,realmente,naquela época,comecei a me sentir melhor.
4- Fale-nos um pouco de você:
Sou casado, há seis anos e tenho dois filhos, um de três anos e outra, de seis. Sou tranqüilo, na vida familiar, mas muito atribulado na vida profissional, não sobrando tempo para nada .Sou Web designer e essa profissão me toma muito tempo o que, justamente,acabou me levando ao stress do qual falei antes. E, alem disso, sou muito solicitado pelos meus clientes e pela família. Os clientes estão a todo o momento me requisitando, porque querem colocar uma coisa ou outra em seus sites.
5- Você diria que a analise foi uma pesquisa fundamental para sua vida?
Acho que posso dizer que sim, porque antes da análise eu ficava das sete da manhã até às duas da madrugada, no computador, todos os dias, sem horário de refeição.Hoje em dia, pelo menos, faço minhas refeições nos horários e sábado e domingo não ligo o computador.Aprendi a reeducar meu tempo.Se isso representa que foi uma pesquisa fundamental, então foi.
6- Havia alguma coisa não realizada e que você alcançou depois, ou em virtude da analise?
Antes da terapia eu tentava impor mais as minhas idéias e isso mudou com a análise, isto é, eu ouço a opinião dos clientes e atendo o que eles gostariam de ter nos sites. Acho mesmo que essa compreensão, foi a melhor coisa que eu tive da terapia. Apesar disso, eu mantenho o nível de qualidade do meu trabalho.
7- Como anda sua cabeça atualmente?
Minha cabeça anda bem, mas vivo sempre sob muita pressão. Como eu, realmente, sinto que fui ajudado pela análise e a fiz por pouco tempo, pretendo um dia retornar à ela.
Currículo
ROBERTO DE OLIVEIRA MAGALHÃES
WEB DESIGNER HÁ DEZ ANOS
Abril de 2007
1- Você já foi analisado ?
Sim, faço terapia desde os 14 anos de idade, fui paciente do Dr. José Maria P. Alves da Cunha durante 7 anos, parei para me casar aos vinte e um anos, fiquei 2 anos sem terapia. Usava o dinheiro da terapia para completar o dinheiro de casa. Quando engravidei aos 23 anos voltei e fiquei mais seis anos fazendo terapia com o Zé, ele era Freudiano. Eu tinha ótima relação com ele. Mais tarde, fiz três anos de Orgonoterapia (Reich) com um ótimo terapeuta já falecido chamado Romel; depois dois anos de terapia Junguiana. E, atualmente, há mais ou menos oito anos, faço terapia com Gilda sobral Pinto.
2- De que forma isso influenciou sua vida (ou influencia)?
Adquiri um raciocínio próprio de quem faz análise, uma espécie de expansão da consciência que me faz levar a vida de forma mais leve e prazerosa .
3- Fale-nos um pouco de você:
Atualmente, estou com três peças: “O Alfaiate do Rei”, no Teatro Tablado, “Histórias da Mãe África”, viajando por outros estados com a Atriz Priscila Camargo, e acabei a peça “Passo a Passo no Passo”, que conta a História do Brasil Imperial. Dou duas aulas semanais de improvisação teatral no tablado. Tenho uma peça que escrevi que faz sucesso fora do Brasil: “Confissões das Mulheres de 30”, que agora esta sendo levada na Espanha. Ah! . E ainda, tenho duas peças minhas que Dirigi e escrevi que estão viajando pelo Estado do Rio de Janeiro, “Tudo por um Fio” e “Número faz favor”. Tem também em fase de finalização o filme “M 40 – mulheres de quarenta”, dirigido por Domingos de Oliveira. Sou diretora artística do teatro tablado e tomo conta dos direitos autorais de Maria Clara Machado, ufa! Tenho muitos interesses, faço o que gosto e por isso tenho uma boa produtividade – graças a todos os terapeutas da minha vida.
Vida afetiva: Tenho uma família atípica que amo muito! Filho, pai, mãe e irmão e vários amigos. Tive um primeiro casamento de quatorze anos e meio, onde tive um filho. Depois me casei novamente durante cinco anos. O principal é ter transformado essas relações em histórias afetivas importantes e que me acompanham até hoje com grande amizade. Hoje moro sozinha, meu filho está com vinte e um anos e saiu de casa. Os rompimentos na minha vida não são sinônimos de desagregação, pelo contrário, minha família vai se multiplicando porque hoje sou amiga das atuais mulheres de meus ex-maridos e de seus filhos. Entre uma separação e outra tive apenas seis meses de solteirice; tantos anos de casada, me deixou sem saber o que era viver sozinha. Graças a um relacionamento que tive depois do segundo casamento, no qual sofri muito, pude perceber a delícia de se estar sozinha aos 40 anos de idade, podendo direcionar a vida de forma sadia. Acho que essa tranqüilidade possibilitou o aparecimento de um surpreendente encontro. Acho que esses anos de terapia me ajudaram a não guardar rancor, a não ficar remoendo os fatos e acontecimentos passados. Passei por várias situações difíceis e soube transformá-las e harmonizá-las para um dia-a-dia mais tranqüilo.
4- Você diria que a analise foi (ou esta sendo) uma experiência fundamental para sua vida?
Foi fundamental.
5- Havia alguma coisa não realizada e que você alcançou depois, ou em virtude da analise?
Como comecei a fazer terapia muito cedo, não sei responder a esta pergunta. Mas faço a fantasia pelo que era antes dos quatorze anos, absolutamente angustiada, desajustada e inadequada, que sem terapia não seria viável a vida.
6- Como anda sua cabeça atualmente?
Saudável, dentro de um equilíbrio, até porque o equilíbrio só existe porque temos que ajustar o tempo inteiro com pequenas mudanças internas. A análise me ajudou a compreender que o equilíbrio não é estático. O estado de saúde é uma busca constante de evolução e transformação. O espírito é alquímico.
Currículo
CACÁ MOURTHÉ
ATRIZ E DIRETORA TEATRAL (desde 1981)
Dirigiu em 2004: “O Alfaiate do Rei” de Maria Clara Machado; “Histórias da Mãe África” de Priscila Camargo.
Co-Autora de: “As Mulheres de trinta” (1992); “Descobrindo Vidas no Jardim Botânico” (1992); “Passo a Passo pelo Paço Imperial” (1993); “Tudo por um Fio” (1994); “Número, faz favor?” (1997); e “Jonas e a Baleia” (2000).
E também: professora de Dramatização e interpretação, atuou na televisão e no cinema.
Publicada Originalmente no Jornal PRANA do Rio de Janeiro, em Setembro de 2004
1- Você já foi analisado ?
Já fiz análise e só não faço mais por questões financeiras. Fiz terapia freudiana por uns 9 a 10 anos com dois psicanalistas: Dr.Paulo Sternick e Dra.Beatriz Khun.
2- De que forma isso influenciou sua vida (ou influencia)?
A análise sempre me foi um instrumento de auto-conhecimento e de trabalho. Como ator, penso que todo e qualquer artista deveria passar pela experiência da análise. As reflexões, os atos falhos, a conversa sobre si com o outro sempre é reveladora de partes nossas que são inacessíveis no cotidiano; partes essas fundamentais para o trabalho de criação e amadurecimento do ator. Fora isso sou muito mais ponderado agora do que antes da análise. Mais calmo e paciente com as injustiças, sempre aberto pra entender um inimigo.
3- Fale de você:
Nasci aqui, no Rio de Janeiro, e decidi ser ator aos 16 anos, quando estreei amadoramente. Continuei amador até 1999, quando comecei a entrar no cruel mercado artístico. No teatro, acabo de encerrar uma belíssima temporada com a peça ”O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo”, com direção do incrível Jefferson Miranda e estou numa comedia chamada “Aramis e Julia”, do autor e diretor estreante André Dale. Procuro nunca ficar parado e sempre estou fazendo parte de algum projeto. Faço parte da “Imprecisa Companhia”, de teatro. Na televisão, meu papel mais expressivo foi o Dr. Julio Soares, amigo e cunhado de Juscelino Kubitchek na primeira fase de “JK”, a minissérie global. Estou sempre fazendo pequenas participações, principalmente em comédia. Infelizmente, minha experiência em cinema não passa de curtas universitários que nunca assisti…
4- Você diria que a analise foi (ou esta sendo) uma experiência fundamental para sua vida?
A análise É uma experiência fundamental e colho frutos até hoje dos anos que fiz. Me deu principalmente a noção de que as coisas são menos complicadas do que se pensa.
5- Havia alguma coisa não realizada e que você alcançou depois, ou em virtude da analise?
O meu amadurecimento na vida e na forma de lidar com ela.
6- Como anda sua cabeça atualmente?
Anda muito bem, tentando ver a vida com otimismo, apesar da dureza que é a vida de freelancer, ainda mais trabalhando com teatro numa cidade superficial como o Rio de Janeiro. Tenho minhas crises, confesso, mas sempre respiro fundo e tento olhar a vida com um sorriso, na tentativa de que assim ela sorria sempre de volta pra mim. Tenho diversos projetos encaminhados principalmente para o segundo semestre do ano que vem. A maioria tem a ver com minha companhia de Teatro, a “Imprecisa Companhia”. Acho que vou fazer temporada em São Paulo com a peça “O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo”. Por enquanto quero descansar um pouco, porque o ano foi muito cheio.
Currículo
MATEUS SOLANO
ATOR
Faz parte da “IMPRECISA COMPANHIA” de teatro;
Peça teatral o “PERFEITO COZINHEIRO DAS ALMAS DESTE MUNDO” – Direção Jefferson Miranda;
Peça teatral “ARAMIS E JULIA” – Autoria e direção de André Dale;
Minissérie “JK” – Rede Globo de Televisão;
Janeiro de 2007

1- Você já foi analisada ?
Já. A iniciativa de procurar ser analisada,já mostra uma busca de autoconhecimento. Há cinco anos, faço Arteterapia.
2- De que forma isso influenciou sua vida (ou influencia)?
Ajuda a enfrentar situações importantes para mim e influencia no meu humor, para melhor, é claro.
3- Fale-nos um pouco de você:
Sou atriz e, em cena ou fora de cena, procuro sempre estudar, me informar e me reciclar.Já tive a felicidade de atuar nos três setores: tanto na TV, como no teatro e no cinema também. Estou estreando o filme “1972”, de ANA MARIA BAHIANA e José Emílio Rondeau e estou no programa CILADA, no Mult Show, com Bruno Mazzeo, às 6ª feiras. Na TV já fiz as novelas “UM ANJO CAIU DO CÉU”, “SABOR DA PAIXÃO” e “CELEBRIDADE”, na “TV GLOBO”, e no cinema já trabalhei com MURILO SALLES no filme “SEJA O QUE DEUS QUISER”. No teatro, o “TABLADO” é minha segunda casa.
4- Você diria que a analise foi uma pesquisa fundamental para sua vida?
É uma ótima oportunidade para se autoconhecer e, assim, lidar com mais serenidade consigo e com o mundo. Pra mim, isso é fundamental.
5- Havia alguma coisa não realizada e que você alcançou depois, ou em virtude da analise?
Encontrar as palavras sinceras e carinhosas para informar meus pais(de) que queria o meu próprio espaço, quando fui morar sozinha, pois saí cedo de casa e, aparentemente, não haveria motivos concretos para me afastar.
6- Como anda sua cabeça atualmente?
Sempre analisando o mundo, as pessoas que me rodeiam e, principalmente, a mim mesma. Sou muito ansiosa e, no momento, procuro respirar melhor, buscar paz interior.
Currículo
DÉBORA LAMM
ATRIZ
1999- Teatro: Peça “CONFISSÕES DE ADOLESCENTE”.
2000- TV- NOVELA ” UM ANJO CAIU DO CÉU”, TV globo;
2000- TEATRO- PEÇA ” A BRUXINHA QUE ERA BOA”, Teatro Tablado;
2001- CINEMA- FILME: ” SEJA O QUE DEUS QUISER”, de Murilo Salles;
2002- TV- NOVELA: ” SABOR DA PAIXÃO”, TV globo;
2002- CINEMA- Filme: “1972” de ANA MARIA BAHIANA;
2003- TV- NOVELA: “CELEBRIDADE”, TV globo.
Publicada Originalmente no Jornal PRANA do Rio de Janeiro, em Outubro de 2004
1- Você já foi analisada ?
Sim. Já fui analisada em três longos períodos de minha vida, e por três grandes analistas de escolas diferentes. Inicialmente, fiz análise com um Klainiano, o Dr. Eugênio Davidovich, que me deu condições para perceber que as escolhas são nossas e que o caminho da “vitimação”, do qual grande parte das mulheres se queixam, são escolhas, na verdade, da própria mulher. Depois, escolhi fazer um outro tipo de analise, dessa vez winnicottiana , com o Dr. Fernando Coutinho, isto porque queria ir mais a fundo na minha relação com minha mãe, ou seja, o conceito teórico que define esta linha de pensamento é o de sustentação, ou holding, termo cunhado por Winnicott para descrever a conduta emocional da mãe a respeito de seu filho. O último analista, foi o Dr. Francisco Ramos Faria, com quem pude compreender que o sujeito psicológico nasce ao ser incluído na ordem do significante e na lei do pai, reconhecendo a castração. A análise lacaniana aborda a questão do desejo, combinando o discurso psicanalítico com o lingüístico, ao afirmar que o inconsciente é estruturado pela linguagem. Hoje, já não faço mais análise, entretanto faço supervisão de alguns casos clínicos, com outro psicanalista, bem como dou supervisão a alguns colegas que me procuram.
2- De que forma isso influenciou sua vida (ou influencia)?
De uma forma direta e fundamental, pois hoje sou analista.
3- Fale de você:
O que eu sou? É a pergunta que todos nós fazemos. De imediato, a partir de Descartes, temos, para responder a esta pergunta, que descartar os sentidos. O que vejo, o que sinto, não me diz o que sou, nem tão pouco me define. Sou mulher, mãe e avó. Sou também um ser desejante, desejo este que me levou a tornar-me psicanalista. O desejo do analista, diferentemente do desejo inconsciente, é um desejo para além da fantasia e não se sustenta em nada: é o lugar do vazio que o analista oferece ao analisante, para que aí possa surgir o desejo do outro. Dividir meu tempo entre o desejo do meu inconsciente, enquanto mulher, e o desejo da analista, que me autorizei, é o que faço.
4- Você diria que a analise foi uma pesquisa fundamental para sua vida?
Como já afirmei, analise não só influenciou a minha vida, como tornou-se peça fundamental. O meu percurso em analise, ensinou-me que o amor dirigido ao saber é o suporte do tratamento psicanalítico.
5- Havia alguma coisa não realizada e que você alcançou depois, ou em virtude da analise?
Sempre haverá em cada um de nós, algo não realizado ou não alcançado. A nós, resta seguir buscando, pois se antes da analise, o recalque determina “horror de saber”, o final da analise faz emergir o “desejo de saber”, que é o nome mais apropriado para o desejo do analista. Isto é o que posso dizer.
6- Como anda sua cabeça atualmente?
Gostaria de dizer que “ela vai bem, obrigada”. Entretanto, a presença e a importância do olhar, na subjetividade e na sociedade atual, causa preocupação. O imperativo do espetáculo comandado pela TV e pela publicidade, impulsiona o exibicionismo do sujeito, levando-o a fazer tudo para conquistar um lugar ao sol e isso provoca em todos um “mal estar”. A vida transformada em entretenimento, satisfazendo ao gozo escópico. O “vejo logo existo” da sociedade contemporânea, faz cada um de nós sentir-se vigiado e a vigiar o outro. O que temos hoje, infelizmente, é uma paranóia de massa.
Currículo
Maria Helena Ennes de Almeida (Psicanalista)
– Diplomada em psicologia pela Faculdade de Biologia e Psicologia Maria Theresa, com Pós-Graduação em Psicologia clínica pela PUC – RJ;
– Mestrado em Psicologia clínica pela Universidade Estácio de Sá;
– Cursos de especialização em Winnicott, Terapia de família, bem como em Psicoterapia breve;
– Participante em formações clínicas do Campo Lacaniano, bem como do Fórum do Rio de Janeiro.
Publicada Originalmente no Jornal PRANA do Rio de Janeiro, em Dezembro de 2004