EIS QUE TRAGO O QUE SABE O NÃO MANIFESTO

DONALD TRUMP

Todos atacam o Trump.O cara surgiu no cenário e todos o acusam, como se todos os erros dos seres humanos estivessem confinados naquele topete estranho

Gostei de uma declaração do Fernando Gabeira, outro dia, no Roda Viva, da TV Cultura, quando ele diz que todos querem atacar o Trump, mas deviamos estar vendo em que a globalização errou para levá-lo ao poder.E eu digo:À possibilidade de um botão que,pressionado, nos levará ao desaparecimento tão rapidamente como o fará o próximo asteróide que acertar o alvo. 

Como se lavássemos a alma, todos falam mal do cara.Tudo bem.Se é tipo catarse, tem psicanalista lacaniano orientando para o cliente fazer o”corte” no Trump e respirar mais livremente.

Eu acho que ele apareceu como resultado de uma globalização que já não sabe o que fazer com essa imediaticidade, e com imigrantes transbordando de seus países sofridos e tentando romper fronteiras.Talvez por que os terroristas matem indiscriminadamente?. . Contra estes e aqueles subirão muros?A perda do sonho de convivência está posta?Gabeira falou sobre isso.

Um colunista de jornal por aqui chama o cara de “escroto”.Diz que Trump é “escroto”.”Não sei se adianta alguma coisa, ou se não é uma escrotidão.chamar outro ser humano de tal forma.

Tanto aqui como lá, não acredito que nenhum político tenha chegado ao chamado poder, senão por aquiescência nossa, isto é, pelo voto;.quando se fala,é claro, de democracias. Os tiranos chegam à força..

Enquanto há tempo, é melhor olhar fundo dentro, atrás de nossas mentes e sabermos do que, de fato, trata-se nosso viver.Enquanto há tempo, porque o asteróide se aproxima….

LIN DE VARGA

EIS QUE TRAGO O QUE SABE O NÃO MANIFESTO

SEJA NADA

Ouso dizer que é muito difícil o reconhecimento de que nenhum indivíduo existe, mesmo para os grandes Mestres; que sabem disso, todavia.
Percebam que mesmo eles tentam uma certa composição para acordarem a cada dia . Sri Nisargadatta colocava roupas claramente apresentáveis; Osho extrapolava nisso; Ramana , mesmo “despido”, emanava sua luz de certas posições no Ashram. Sempre ressalvando para os que julgam, que as palavras são limitantes e tais mestres estão além de quaisquer apreciações que não essas que se equilibram na borda da vida social.” Você sabe muito bem o quanto a língua não se dá facilmente para a expressão daquilo que está além dos limites da linguagem.”, diria Gilbert Schultz.

A total eliminação do “eu” teria que ser pressuposto de não contato com qualquer outra pessoa. Eles jamais teriam aceito a aproximação dos “ocidentais”. Ora, eliminado, que “eu” precisaria de alguma coisa?

Quando digo isso, sinto-me incomodado, porque o “meu indivíduo” não acha correto concluir tal pensamento, de pessoas que foram transformadas em adoração. Todavia, só posso falar do âmbito da mente”. Quem mais comporia pensamentos? , E, muito provavelmente, eu não estaria vivo se não fossem esses mestres(não só os citados aqui, como exemplo)

Mesmo a decantada ideia de humildade (todos os buscadores a amam), a oferta de sua própria “iluminação” para ajudar os outros, presos ao condicionamento, seria problemática, já que a maior de todas as ajudas, só poderia ser deixar as pessoas à sua sorte, ou seja o esgotamento da ficção da mente por ela própria, e transcender sua completude obliterada.

Muito bem, supondo-se a eliminação do “eu”, todo o conteúdo de conceitos que se impregnaram nos neurônios, e que a emoção transforma em pensamentos, como diria Veetshush OM,o que fica?

Fica esse olhar a vida de uma imensidão, cuja transparência dissolve o corpo, os maravilhosos 180 graus de Douglas Harding, verdadeira alegria sem causa, felicidade suprema de ser na eternidade e a conclusão mais acertada (Desculpem a palavra conclusão, porque, de ordinário, só se conclui na mente), mas vá lá):

A mais preciosa missão, razão única de estar-se aqui, é a de saber-se um lampejo entre todas as galáxias. e a de que se é filho da luz original, porque fora nada pode estar. É só isso. E ainda o presente maravilhoso de deixar-se inundar com toda a manifestação. Vejam só, como eu aprendi com os mestres: Não é isso que eles insistem em nos mostrar, todos, nós mergulhados em condicionamentos.?

“Seja nada”, diria Sri Nisargadata. ”Não há NENHUM indivíduo com qualquer substância ou independência dentro DISSO ou em qualquer outro lugar.”, completaria Gilbert Schultz. O grifo é dele, em seu livro “Tudo é claro e óbvio.

Eu poderia assinar embaixo, mas quem estaria assinando?

LIN DE VARGA

EIS QUE TRAGO O QUE SABE O NÃO MANIFESTO

ACHO QUE A MENTE MENTE

Quem era aquele que marcou essa frase há vinte anos nesse livro? Não era quem sou. Até porque já não sou nenhuma identidade. Todos os padrões se foram e ficou a vacuidade. Ainda assim, procuro naquele grifar um Lin que não existe mais.
Alonga-se a tristeza apesar de tudo; como um karma improvável em tamanha plenitude.
De repente, dei-me conta. Eu era a flor que via.
E, completo, dei-me conta que eu era as águas do rio à minha frente.
Então, inteiro,
Calei-me de todo falar.
Como explicar que eu não era aquilo que supunha ser?
Só me calando, para dizer.
Vazio de intenção, vá a seu cérebro. Fisicamente mesmo, Preste atenção a ele. Não há nada:´E só uma máquina que responde, muito genialmente. Mais abaixo, no corpo, há sensações. OLhe-as, logo desaparecerão. Você não é isso: Você É o além disso.
Às vezes, dou-me conta de que os pensamentos ,deslizam tão livremente, no espaço que sou, que posso vê-los indistintos, no que se refere a serem da minha infância, ou serem mais recentes.O que se chama “memória”, não pode ser esses pensamentos. Não existe uma disparidade de tempo; aparecem, por assim dizer, simultaneamente. Tudo o que foi registrado no cérebro, e que se faz em eflúvios de pensamentos, está em um aqui e agora infinito, em uma presença que me faz eterno. Emergem de um nada igual. Conclui-se que o tempo é uma eficiente invenção da mente, para que possa suportar o estar aqui.
Mas eu, de fato, me pergunto o que farei. Já não posso com nada. Acho que vou me asilar em mim.
Sem brecha, não há dor, ansiedade, julgamento, compulsão de comer, depressão no corpo, não há pensamentos.
Livre.
As pessoas são um mal entendido A Humanidade é um mal entendido, o pensamento é um mal entendido. A falta de atenção a tudo permitiu: Um devaneio.
O pensamento só existe por uma falta de atenção; a Humanidade, idem. Com a atenção perfeita você se aproxima da vida fora da intenção humana, única saída.
Estar em paz é dar-se conta de que a Humanidade é um suspiro naquilo que você É.
Só há ansiedade no por vir; não no agora. Por isso, o irremediável da morte tráz paz, ou, se preferirem, relaxamento, tipo “Agora, acabou.”.
Dissolva tudo com sua atenção. Deixe os pensamentos viajarem para o nada de onde vieram. Esteja em casa, sentado em sua cadeira invisível, a mais confortável de todas as cadeiras. Sem suporte, você é o Infinito. Jogue no ralo o feixe de condicionamentos chamado ego.
Fique em silêncio e seja o próprio escutar do silêncio. Se nada se escuta, é-se.
A mente mente..
LIN DE VARGA

EIS QUE TRAGO O QUE SABE O NÃO MANIFESTO

DO SER E DO HOMEM

Posso lhe dizer: O homem(mais) erudito, versado em muitos conhecimentos, e o homem simples que se agarra a uma frágil linguagem, ambos, podem estar, igualmente, distantes galáxias da verdadeira natureza do SER que neles habita; não faz nenhuma diferença. Os dois, terão que ser levados, por um dar-se conta, à fonte da pura sabedoria

O homem que se aproxima de você e fala de seus títulos, está, muito provavelmente, em situação de nunca saber sobre a natureza do SER. É difícil ter saída, já que a empáfia é condensação forte. Trate com o humilde.

“Nós somos apenas crianças que procuram respostas (…)”Certamente, um dia, espero, vamos ter a idéia central por trás de tudo. É tão simples, tão belo, tão convincente que, então, vamos dizer: “Oh, como teria sido o contrário! O que temos feito para sermos cegos tanto tempo! ”
“Você é sua verdadeira natureza sempre. Não é uma questão de estar consciente “dela” .Você é ela. Os pensamentos, sentimentos e experiências estão aparecendo nela. Esse é o único ponto a ser visto.,”

Esses pensamentos, vinculados na internet, constam como de John Weeler,, considerado o pai da Física, que nasceu em 1911 e morreu com mais de noventa anos, há pouco tempo, portanto.
Consta também ter sido quem cunhou a expressão “buraco negro”.
A “idéia central por trás de tudo”, sempre a intuí, sabendo que minha mente é incapaz de alcançá-la., mas a qual sei ser a minha verdadeira natureza. Essa in- certeza é a maior benção que pode ser dada a um ser humano, além de templos ou gurus.
Se você a tem, reze em templos e cuide de seu guru. Você já é o UM.

Ofereça a sua atenção, por assim dizer. Atenção pura. Olhando de lugar nenhum, você é a Eternidade em ação.Eu sei. Não há como dizer. Eternidade já é ação sem ação.

Talvez a única coisa que valha a pena, ou cause “surpresa”, seja a magnitude de tudo. Isto é, o SER já é o milagre, como indica OSHO. Este milagre, além do filme imaginativo que forma nossa vida mental, é que é surpreendente e nos faz pensar por que nos foi dado esse estar aqui tão frágil, já que, sendo um milagre, por que sermos tão inconsequentes, para usar uma palavra suave, e por que inventamos um filme imaginativo tão grandioso. Fugimos da verdadeira natureza.

A tudo o silêncio atravessa. Por que falaram tanto os homens sobre coisa nenhuma e esqueceram sua verdadeira natureza?
Diminua o volume do Mundo e ouça o silêncio que você É.

Não posso escapar de Não Ser.

Ao mistério,é preferível nada dizer. Acho que se perde o mistério ao traduzi-lo para o idioma das palavras. O mistério fala de silêncio.

LIN DE VARGA

EIS QUE TRAGO O QUE SABE O NÃO MANIFESTO

DE ANJOS
“Olhamos para ele e não o vemos;
Seu nome é O Invisível.
Procuramos escutá-lo e não o ouvimos
Seu nome é o Inaudível.
Tocamo-lo e não o achamos;
Seu nome é O Sutil”
LAO-TZU,Tao Te Ching, 14

Essa citação está, entre diversas outras, no livro dos Anjos, de sophy burnham,(1) sobre Anjos, naturalmente..

Eu havia encontrado tal livro, anos atrás, na Biblioteca Pública de São Lourenço,MG Li-o, então, parcialmente. Há, talvez uns quatro dias, sem nenhum motivo claro, resolvi mexer em alguns livros no armário, puxei um ,aleatoriamente, como brincadeira, e ele veio. O Leio, novamente, direto.

É bom, mesmo para os que não são afeitos aos anjos, por que tem informações e citações várias de pessoas destacadas na história dos homens,

Esta aí sobre, de Lao-Tzu, (2)pg 70,que me é cara, refere-se ao TAO,ao espaço infinito que nos contêm a todos e aos fenômenos que O Universo, parcialmente, mostra. Condescenda, se quiser, e pode ser aplicada aos anjos. Mas não seria o caso de se condescender, -perdoem-me os anjos, -pois os amo e tenho uma fraternidade deles que me acompanha.

Gosto de pensar que Fechner, o mesmo que nos deu a Psicologia Experimental, escreveu “Da Anatomia Comparada dos anjos” e os Anjos nela são produzidos pelo Sol e nos vêm em esferas de Luz(,resumindo drasticamente) .Assim os percebo, luzes que, em última instância, estão, como tudo o mais, no “corpo” da Consciência Pura.

Ora, nada mais próprio, já que sequer existiríamos se não fosse a benevolência do Sol.

Uma coisa é fato. Quando nos aproximamos deles( Os Anjos), eles se apresentam; em uma disposição, no aumento de um bem sentir-se ,no fazer-se melhor, no saber-se mais e mais no silêncio Infinito de nossa verdadeira natureza.

Santo Tomás de Aquino Sophie nos informa(3), pg. 73,em 1250, “escreveu um tratado inteiro sobre os anjos. Argumentava que os anjos são pensamentos puros,que assumem formas corpóreas quando querem…”

Já andei escrevendo poesias sobre Anjos, e não custa lembrá-las aqui; só por que de anjos estamos falando.

1
É lá que tramam os anjos!
Entre uma palavra e outra
No silêncio da intenção.
Ali, na dobra,
Onde uma gota d’água pousa
Sobre a textura da flor.
Onde soluça a criança
Na respiração do universo.
Lá tramam os anjos
No cantar e no dançar,
Em um suspiro, em um olhar, no gesto.

2
O que escrever agora,
Quando nada há a escrever?
Escrever a morte?
Mas se não se lê a morte,
O que fazer?
Talvez um anjo se debruce
Sobre o meu ombro
E saiba, em silêncio,
Tudo o que (não) dizer.

3
Pense na torre de Pisa,
Ereta
Em sua tortividade.
Mas nós é que somos tortos,
Em cada cidade.
O anjo de asa quebrada
Trás o sopro da perfeição.
Acalantos, depois preces,
Mantras, OM.
Pense na torre de Pisa,
Pense no som.

4
Algo se tece,
Os anjos tecem
Os bosques.
A folha descansa,
Ninguém fala,
O nevoeiro avança,
A vida para.

5
O medo passa como um solfejo,
Um apelo,
Algo sutil
Que, se olhado,
Não tem nenhum medo.
Ah, que sob a neblina
-Na floresta mesma-
Úmida, in-penetrante –
Teu anjo te espera.
Seja folha, faça parte,
Seja seiva, portanto;
Seja terra.

6
É na fímbria,
Onde flui a impossibilidade
Velando toda possibilidade,
Que se pode vê-lo,
Porque, somente, sentido,
Pode-se tê-lo.
Um abraço envolvente
Que nos toma a alma;
Um mergulho intenso,
Além das palavras,
Em um lapso.
Entre o medo e a calma,
Na fímbria e na alma.

7
A minha vida é esta,
Outra não tenho para viver.
Sou único,
Como você.
Sou único em minha textura,
Nada me faz outro.
Como posso um outro viver

(1) “ O Livro dos Anjos”, de Sophy Burnham,1995, Editora Bertrand Brasil.
(2) Idem
(3) idem
LIN DE VARGA