DESPERTAR, QUEM SABE?

O maior despertar é o de constatar-se que se trata de uma peça, uma encenação.

A diferença entre uma peça com atores, é que não há a intenção de encenar.
Todos os diálogos estão lá, escritos em cada cérebro, e o roteiro vai sendo mostrado à medida que a peça se desenrola. Não pode ser refeito. Pode terminar.

É interessante: o roteiro só se faz escrito, depois da consumação. E, então, é claro, já foi vivido.

Você não pode jamais retornar uma página para corrigir uma palavra. As palavras são ditas, inexoravelmente.
Uma notável peça que não pode ser reinterpretada.

Tal constatação é o que se chama despertar. Se você disser “iluminação”, talvez ainda esteja atuando na peça, mas não sendo um ator, atua diretamente (e só pode fazê-lo assim), com seu ego.

Despertar é constatar-se tudo isso.
Não é nada cheio de luzes ou fogos de artifício. Trata-se de uma calma infinita, um vazio não criado, um “ser” sem ter vivido.

Há uma compaixão sem tá aprendizado, uma alegria sem causa, um nascer para a Eternidade.
E só aí você fala sabe a que veio.

Lin de varga

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